Quase quatro em cada dez empresas portuguesas fecharam 2024 com resultados negativos, mostram dados recentemente divulgados pelo Banco de Portugal. Apesar de expressivo, este valor representa uma ligeira melhoria face ao ano anterior.
Segundo a autoridade supervisora, a proporção de empresas com indicadores de risco - como capitais próprios negativos, resultados operacionais insuficientes ou custos de financiamento superiores ao rendimento gerado - também recuou.
Em 2024, cerca de 13,5% das empresas tiveram um EBITDA incapaz de suportar os encargos financeiros, com melhorias mais significativas em setores como alojamento, restauração, construção e imobiliário.
A análise revela ainda que 26,5% das empresas apresentavam capitais próprios negativos, uma queda marginal em relação ao ano anterior. Também a percentagem de empresas com EBITDA negativo diminuiu, fixando-se em 31,8%.
No geral, o EBITDA agregando das empresas aumentou 2,5%, embora a respetiva margem tenha recuado ligeiramente para 13,4%. O Banco de Portugal explica esta redução com o aumento expressivo dos custos com pessoal, que cresceram 8,5%.
O volume de negócios registou uma subida de 3,3%, com melhorias em quase todos os setores, excetuando o de eletricidade, gás e água. Já a rentabilidade dos ativos desceu para 9,3%, enquanto a rentabilidade dos capitais próprios registou igualmente uma ligeira quebra.



